"Viajamos de costas para a locomotiva. Não temos a menor noção do ponto da jornada que já alcançamos. [...] Uma história é exatamente o tipo de coisa que não se entende antes de ouvir tudo".
São inevitáveis as frustrações na caminhada pastoral. Quantos recursos utilizados em vão.Quantas perguntas sem resposta! Quanta energia gasta para tão pouco. Quanto sacrifício!
O pior acontece quando temos a sensação de que estamos recuando, retrocedendo. Aí nos metemos em mais trabalho, buscamos mais respostas, mais retorno, mais, mais, mais... Uma loucura para tentar contornar as situações. Um "melhoral" para tratar alguns "tumores". Como é perigoso este caminho! Como é decepcionante em alguns momentos.
As palavras de C.S.Lewis acima servem como um alento para nós. No desespero de encontrar todas as respostas e ter um pastorado seguro e sem surpresas, somos desafiados a entender o nosso plano de viagem.
Tentamos avaliar o nosso ministério através do ponto da jornada que já alcançamos. Inevitavelmente vamos fracassar, sabe por quê? Nós viajamos de costas para a locomotiva. Nossa história está sendo contada, mas, o final ainda é uma surpresa.
Precisamos resgatar a convicção de que o nosso ministério não pode ser avaliado de maneira circunstancial. Não temos noção de que ponto da jornada já alcançamos, por isso, precisamos continuar! Podemos ter a impressão de que estamos recuando, porém, estamos apenas avançando de costas.
Não precisamos saber e nem controlar tudo para encontrar uma razão. Nossas vidas tem um sentido, um significado, um propósito e um alvo. Posso não entender o meu ponto exato nesta jornada, mas sei que Ele está dirigindo a minha história.
Nossos desapontamentos não desaparecerão da noite para o dia. Os sofrimentos desta obra permanecerão. Contudo, mesmo sem saber nosso ponto na jornada, mesmo caminhando pela fé, mesmo sem saber o fim da história, continuaremos viajando de costas, avançando de costas, "sabendo que no Senhor o nosso trabalho não é vão".
Grande abraço
Leo

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