“Que sois
guardados pelo poder de Deus, mediante a fé...” ( 1 Pd 1.5)
Somos humanos e mortais. Somos gente. Depois de
anos e anos de ministério é que a “ficha começa a cair”. Não é uma questão de
cansaço ou fadiga ministerial. Nem mesmo o reflexo de uma frustração oculta
diante dos resultados na vida particular e ministerial. Acredito que o próprio
Espírito, como só Ele o sabe e pode, nos leva a derrubar esta fachada posta ou
imposta por nós ou por quem quer que seja.
Eleitos, segundo a presciência de Deus e
vocacionados, segundo o Seu chamado específico, nos tornamos seres especiais,
distintos, “modelo do rebanho” e instrumentos para seu fortalecimento e
produtividade. Privilégio ou honra, peso ou cruz, o que importa é que Deus na
Sua infinita graça e misericórdia, não nos coloca nesta posição sem ignorar
nossa humanidade e a realidade apocalíptica do rebanho que cuidamos. Ele
respeita o fazer “conforme nossas forças” (Eclesiastes 9.10 ) e o ser “escravo
da lei do pecado, segundo a carne” (Romanos 7.25).
Vivemos, colegas pastores, nossos dilemas
cotidianamente. Motivações secretas e inconfessas. Dor de alma, algumas vezes.
Não temos “pastores”. Nem é bom que sejamos pastores de nós mesmos. Haja
adrenalina, repouso, sonhos e fé para vivermos esta tríplice coroa: vida
pessoal, familiar e ministerial. Deus. Exercitemos nossa fé na certeza que em
todas as circunstâncias de nossa vida, estamos sempre sendo guardados pelo poder
de Deus. Se Ele é o guarda que está de sentinela a nos proteger, é porque Ele
nos vê potencialmente humanos, carentes e dependentes.
Agradeçamos a Deus pelo “pastor” que Ele
levantou como nosso secretário presbiterial de apoio pastoral e usemos com
propriedade o nosso blog. Um “abração” a todos e espero a data do nosso próximo
encontro.
Pr. Érbio (presidente do PRDC)

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